Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2011, 02h16
Cirurgia


Cirurgia é o tratamento mais freqüente para o câncer de mama. Há vários tipos de cirurgia. O médico deve explicar cada uma delas em detalhes, discutir e comparar os benefícios e riscos de cada tipo, além de descrever como cada uma afetará a aparência estética da paciente.

A cirurgia para retirada total da mama é denominada mastectomia. A reconstrução da mama é uma opção freqüente e pode ser realizada durante a mastectomia, ou numa cirurgia posterior, dependendo do caso.

Na mastectomia total (simples), o cirurgião retiraapenas a mama.

Na mastectomia radical modificada, o cirurgião retira a mama inteira, os linfonodos axilares e freqüentemente o revestimento (fáscia) dos músculos do tórax. O músculo peitoral menor também pode ser retirado.

Na mastectomia radical (também chamada de mastectomia radical de Halsted), o cirurgião retira a mama, os músculos do tórax (músculo peitoral maior e menor), além de todos os linfonodos axilares. Por muitos anos, esta operação foi considerada modelo para as mulheres com câncer de mama, mas atualmente sua utilização é rara e está restrita a casos muito avançados nos quais o câncer de mama já invadiu a musculatura do tórax.

Na mastectomia subcutânea compreende a preservação da pele incluindo ou não a aréola. Neste caso damos o nome mastectomia “nipple sparing” (do inglês “preservação do mamilo”). Existem critérios médicos para se indicar qualquer procedimento. Não se pode dizer que por deixar a pele ou aréola não exista segurança. Caso contrário todas as mulheres seriam tratadas de forma mais radical possível.

A cirurgia que retira apenas o câncer, o tecido ao redor e que preserva a mama é chamada cirurgia conservadora (entre elas destaca-se a quadrantectomia). Todas as cirurgias conservadoras devem ser acompanhadas de radioterapia com o intuito de promover a destruição de células cancerosas que podem restar em torno do tecido retirado.

Na maioria dos casos o cirurgião também retira os linfonodos localizados na axila para avaliar se as células cancerosas invadiram o sistema linfático. Atualmente, existe uma técnica alternativa e já bastante utilizada em que, em vez de retirar todos os gânglios da axila (técnica denominada de esvaziamento axilar), o cirurgião retira apenas o primeiro gânglio, aquele que recebe todos os vasos linfáticos da mama. Este gânglio é chamado de linfonodo sentinela e é exaustivamente examinado pelo patologista na pesquisa de células cancerosas. Caso não haja células tumorais no gânglio sentinela, não há necessidade da retirada de todos os outros gânglios. Caso haja células tumorais neste gânglio, o cirurgião retira então os demais. Os efeitos colaterais e alterações pós-cirúrgicas são muito menores com esta técnica.

Para todas as mulheres deve ser considerada a cirurgia reparadora, seja após uma quadrantectomia ou mastectomia. As mulheres devem receber as informações com a equipe que está envolvida no tratamento e não apenas com o cirurgião plástico, mesmo porque muitos de nós mastologistas também realizamos o procedimento reparador e muitos cirurgiões plásticos não fazem reconstrução mamaria.

Aqui estão algumas questões que podem ser abordadas antes da cirurgia:


•Quais tipos de cirurgia podem ser considerados no meu caso? Qual você recomendaria?
•A cirurgia conservadora da mama acompanhada por radioterapia seria uma opção?
•Preciso retirar os linfonodos? Quais? Por quê?
•No meu caso há indicação de realização de biópsia do linfonodo sentinela?
•Como me sentirei apos a cirurgia?
•Onde serão as cicatrizes? Como elas serão?
•Caso eu decida realizar uma cirurgia plástica de reconstrução da mama, como e quando poderá ser feita?
•Terei que fazer exercícios especiais ou fisioterapia?
•Quando poderei retornar as minhas atividades normais?

A cirurgia causa dor e uma maior sensibilidade no local da operação. Dessa forma, as mulheres precisam conversar com seu médico sobre como controlar a dor de maneira adequada. Qualquer tipo de cirurgia também implica em risco de infecção, dificuldade de cicatrização, sangramentos ou reação ao anestésico usado na cirurgia. As mulheres que experimentam qualquer um desses problemas devem informar ao médico ou enfermeira imediatamente.

A mastectomia não leva a perda de força permanente dos braços ou ombros. A falta de reabilitação e o medo em se movimentar é que pode levar ao déficit de força. Pode contribuir a presença de linfedema no braço devido à remoção dos gânglios axilares. O importante é a reabilitação especializada com fisioterapia. O médico, enfermeira ou fisioterapeuta podem recomendar exercícios para ajudar a readquirir o movimento e a força de seu braço ou ombro.

A retirada dos linfonodos axilares diminui o fluxo de linfa. Em alguns casos, este fluido (a linfa) se acumula no braço e mão, causando edema (linfedema). A proteção dessas regiões é muito importante, e as pacientes devem conhecer a melhor forma de manipular cortes, arranhões, picadas de insetos ou outras lesões. Devem também procurar o médico, caso haja qualquer suspeita de infecção nessas regiões.


Fonte: MTmamma
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