Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2011, 02h26
Terapia Hormonal


A fase de diagnóstico do câncer de mama envolve testes para avaliar a presença no tumor de receptores de estrógeno e progesterona. Caso o tumor seja positivo, significa que seu crescimento é estimulado pela presença desses hormônios. O objetivo da terapia hormonal é privar as células cancerosas desses hormônios, dificultando seu crescimento. Caso o tumor seja negativo para receptores hormonais, esse tratamento não é utilizado.

Uma das drogas utilizadas é o tamoxifeno, que bloqueia os receptores de estrógeno, de modo que o estímulo para o crescimento não alcance as células da mama. O tratamento consiste em tomar um comprimido diariamente, de preferência no mesmo horário, e geralmente é usado por 5 anos. Esse é o método mais indicado para pacientes pré-menopausa.

Um outro tipo de droga utilizada na terapia hormonal são os inibidores de aromatase, indicados para mulheres que já passaram pela menopausa. Essas substâncias impedem a produção de estrógeno bloqueando a enzima aromatase, que é responsável por converter o hormônio androgênio em estrógeno. Os inibidores de aromatase não impedem a produção de estrógeno pelos ovários, por isso não são utilizados em pacientes pré-menopausa.

A maior fonte de estrogênio para o organismo são os ovários. Para mulheres pré-menopausa, existe a possibilidade de fazer uma cirurgia para retirada dos ovários com a intenção de privar as células cancerosas da ação do estrógeno. Nesse caso, a paciente experimenta menopausa imediata, e os efeitos adversos são geralmente mais severos que os efeitos da menopausa natural. As mulheres que já passaram da menopausa não necessitam dessa cirurgia pois a menopausa causa a diminuição gradativa na produção de estrógeno pelos ovários.

A terapia hormonal pode causar vários efeitos adversos. Eles dependem em grande parte da droga específica ou do tipo de tratamento, podendo variar de paciente para paciente. O tamoxifeno é o tratamento hormonal mais freqüente. Ele pode causar acessos de calor, secreção ou irritação vaginal e ciclos menstruais irregulares. Qualquer sangramento incomum deve ser comunicado ao médico. As mulheres que fazem uso de tamoxifeno podem engravidar com maior facilidade e devem discutir os métodos anticoncepcionais com seu médico.

São raros os efeitos adversos sérios associados ao uso do tamoxifeno, mas esta droga pode causar coágulos de sangue no interior das veias, especialmente nas pernas. Em um pequeno número de mulheres, o tamoxifeno pode levar ao câncer no revestimento do útero. Através de exames pélvicos, assim como biópsias do revestimento uterino, pode-se monitorizar estas condições (isto não se aplica as mulheres que tenham realizado histerectomia retirada do útero).

Inibidores de aromatase causam menos efeitos colaterais sérios que o tamoxifeno, mas podem causar problemas cardíacos e perda de massa óssea (osteoporose). Os efeitos mais comuns são enrijecimento e dor nas articulações. O médico pode recomendar exames de densidade óssea e medicamentos para fortalecer os ossos, se for o caso.

É importante salientar que Terapia Hormonal não é Terapia de Reposição Hormonal. A Reposição é usada por algumas mulheres para aliviar sintomas da menopausa como ondas de calor e variações de humor, e não pode ser usada em pacientes de câncer de mama, pois eleva o nível de estrogênio no organismo. A Terapia Hormonal (seja com Tamoxifeno ou inibidores de aromatase) faz exatamente o oposto: reduz os níveis de estrogênio.


Fonte: MTmamma
Visite o website: http://mtmamma.com.br/