Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2011, 02h30
Efeitos Colaterais


EFEITOS COLATERAIS DO TRATAMENTO

É difícil limitar os efeitos do tratamento do câncer apenas às células cancerosas que serão retiradas ou destruídas. Como as células e tecidos sadios também podem ser danificados, o tratamento freqüentemente causa efeito adverso indesejáveis.


Os efeitos adversos do tratamento do câncer são diferentes para cada indivíduo e podem mesmo ser diferentes para cada tipo de tratamento. Os médicos tentam planejar o tratamento com o mínimo intercorrências. Também observam suas pacientes cuidadosamente para que possam auxiliar em quaisquer problemas que venham acontecer.

Cirurgia

A cirurgia causa dor e uma maior sensibilidade no local da operação. Dessa forma, as mulheres precisam conversar com seu médico sobre como controlar a dor de maneira adequada. Qualquer tipo de cirurgia também implica em risco de infecção, dificuldade de cicatrização, sangramentos ou reação ao anestésico usado na cirurgia. As mulheres que experimentam qualquer um desses problemas devem informar ao médico ou enfermeira imediatamente.

A remoção da mama sem a reparação ou o remodelamento contralateral pode gerar assimetria na cintura escapular (ombro e suas articulações). Importante realizar reabilitação com fisioterapia. A pele também pode estar mais tensa na região da mama, e os músculos do braço e do ombro podem se apresentar mais enrijecidos. Após uma mastectomia, algumas mulheres apresentam perda permanente de força desses músculos, entretanto, para a maioria das mulheres, a redução na força e na limitação dos movimentos é transitória.A redução de força é mais acentuada na presença de linfedema e falta de reabilitação, podendo se tornar permanente caso não seja realizada movimentação precoce. O médico, enfermeira ou fisioterapeuta podem recomendar exercícios para ajudar a readquirir o movimento e a força de seu braço ou ombro.


A retirada dos linfonodos axilares diminui o fluxo de linfa. Em alguns casos, este fluido (a linfa) se acumula no braço e mão, causando edema (linfedema). A proteção dessas regiões é muito importante, e as pacientes devem conhecer a melhor forma de manipular cortes, arranhões, picadas de insetos ou outras lesões. Devem também procurar o médico, caso haja qualquer suspeita de infecção nessas regiões.

Radioterapia

O oncologista radioterapeuta explicará os possíveis efeitos adversos da radioterapia do câncer de mama - incluindo efeitos adversos infreqüentes que envolvem o coração, pulmões e costelas. Um dos efeitos adversos mais comuns e a fadiga, especialmente nas últimas semanas de tratamento, que pode persistir por mais algum tempo. O repouso é importante, mas os médicos geralmente aconselham suas pacientes a manter uma atividade razoável, coincidindo suas atividades com seu nível de energia. Também é comum a pele se tornar vermelha, seca, sensível e pigmentada. Ao final do tratamento, a pele poderá se tornar úmida, com drenagem de secreção. O máximo de exposição desta área ao ar faz com que a cura das lesões da pele seja possível e mais rápida. Como soutiens e alguns tipos de roupas promovem atrito e causam irritação, as pacientes devem vestir roupas de algodão mais largas. É importante o cuidado com a pele nesta fase. As pacientes devem verificar com seu médico antes de utilizar qualquer produto (desodorantes, loções ou cremes) sobre a área tratada. Os efeitos da radioterapia sobre a pele são temporários, e a área afetada se cura gradativamente após o término do tratamento. Pode haver, no entanto, uma alteração permanente na coloração da pele.


Em muitas mulheres, a mama permanece com o mesmo aspecto anterior à radioterapia. Ocasionalmente, a mama tratada poderá ser mais firme, um pouco maior (devido ao acúmulo de líquido) ou menor (devido a alterações no tecido). A pele da mama pode tornar-se mais ou menos sensível após a radioterapia.

Quimioterapia

Os efeitos adversos da quimioterapia dependem principalmente das drogas recebidas pela paciente e variam de pessoa para pessoa. Geralmente, os agentes quimioterápicos afetam as células de divisão rápida. Essas incluem as células sangüíneas, cujas funções são: combater infecções (leucócitos), auxiliar na coagulação do sangue (plaquetas) e transportar oxigênio para outras partes do corpo (hemácias). Quando as células brancas (leucócitos) são afetadas pelas drogas anticâncer, as pacientes tornam-se mais susceptíveis a infecções. As pacientes podem apresentar hematomas ou sangramentos com maior facilidade, caso as plaquetas tenham sido atingidas. Podem ainda apresentar anemia por comprometimento das hemácias, cujos sintomas são menos energia e disposição. As células que revestem o trato digestivo também se dividem rapidamente. Como resultado, podem aparecer efeitos adversos como perda do apetite, náusea e vômitos ou ulcerações na boca. O médico pode prescrever medicamentos para controle dos efeitos, especialmente náuseas e vômitos. Geralmente, esses efeitos desaparecem durante o período de recuperação ou após a suspensão do tratamento. As células dos folículos pilosos também apresentam divisão rápida. Como resultado da quimioterapia, os pacientes apresentam perda de cabelo (alopecia).


Os efeitos adversos geralmente são problemas de curta duração. Eles gradualmente desaparecem durante a fase de recuperação do ciclo de quimioterapia ou após o término do tratamento. São raros os efeitos adversos de longa duração com a quimioterapia moderna, mas há alguns casos em que o coração é acometido ou em que se desenvolve um segundo câncer, tal como a leucemia (câncer de células do sangue). Da mesma forma, algumas drogas anticâncer podem danificar os ovários com conseqüente falha na produção de hormônio, que se manifesta como sintomas de menopausa (acessos de calor e secura vaginal). Os ciclos menstruais podem se tornar irregulares, ou até mesmo cessar, e as mulheres podem perder a capacidade de engravidar. Algumas mulheres, no entanto, engravidam durante o tratamento. Como ainda são desconhecidos os efeitos adversos da quimioterapia sobre o feto ou embrião, é importante que a mulher discuta com seu médico sobre métodos anticoncepcionais antes do início do tratamento. Após o tratamento, algumas mulheres readquirem a capacidade de engravidar, mas acima dos 35 ou 40 anos, Pode haver uma redução da fertilidade, independente da idade, mais suscetível após os 35 anos onde naturalmente já existe uma redução. Importante ressaltar que a gravidez não interfere no prognóstico do tratamento e que a mulher pode amamentar.

Terapia Hormonal

A terapia hormonal pode causar vários efeitos adversos. Eles dependem em grande parte da droga específica ou do tipo de tratamento, podendo variar de paciente para paciente. O tamoxifeno é o tratamento hormonal mais freqüente. Esta droga bloqueia o uso de estrógeno pelo organismo, mas não cessa a produção deste hormônio.


O tamoxifeno pode causar acessos de calor, secreção ou irritações vaginal e ciclos menstruais irregulares. Qualquer sangramento incomum deve ser comunicado ao médico. As mulheres que fazem uso de tamoxifeno podem engravidar com maior facilidade e devem discutir os métodos anticoncepcionais.


São raros os efeitos adversos sérios associados ao uso do tamoxifeno, mas esta droga pode causar coágulos de sangue no interior das veias, especialmente nas pernas. Em um pequeno número de mulheres, o tamoxifeno pode levar ao câncer no revestimento do útero. Através de exames pélvicos, assim como biópsias do revestimento uterino, pode-se monitorizar estas condições (isto não se aplica as mulheres que tenham realizado histerectomia retirada do útero).


As mulheres mais jovens experimentam menopausa imediata naqueles casos em que os ovários foram retirados com a intenção de privar as células cancerosas da ação do estrógeno. Os efeitos adversos são geralmente mais severos que os efeitos da menopausa natural.


Fonte: MTmamma
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