SER VOLUNTÁRIA

"... Faz bem para minha alma. Experimente!"

Sábado, 05 de Novembro de 2011, 11h:53 | Atualizado:

Na vida nada acontece por acaso e a minha relação com a MTmamma amigos do peito é mais uma prova disso: não fui até a associação, foi ela que veio até mim. Conheci a presidente da entidade na sala de espera de um hospital onde os voluntários fariam um treinamento e eu aguardava por uma sessão de acupuntura. Na época, editava a revista Noivas & Festas, da editora Carlini e Caniato/Tanta Tinta, que atendendo minha sugestão, ofereceu uma página de anúncio como cortesia para a associação.

Apartir desta parceria passei a me envolver com o trabalho da MTmamma dando o que a profissional Suzi Bonfim tem para contribuir: a divulgação da entidade. Comecei fazendo uma news para enviar por email com informações sobre os eventos, passei a ir às reuniões e quando me dei conta já estava participando das ações e dando meus palpites em tudo. A participação se tornou mais pessoal e a contribuição profissional também aumentou com a produção de vídeos institucionais, assessoria da Campanha Outubro Rosa e matérias para o site da entidade.

Dar o seu tempo e o seu trabalho, sem esperar nada em troca, não é fácil. A gente sempre espera algo; nem que seja um elogio. Mas, tenho muito mais que isso na associação: ouvir, conhecer e ver pessoas que estão dando o que têm de melhor, sem que isso seja mensurado e comparado, é uma experiência enriquecedora. O mais gratificante é conhecer quem recebe este apoio e saber o que isso representa para elas. Na verdade, você não tem um rótulo identificando se está ou esteve em tratamento do câncer de mama, ou se é apenas voluntário. Você está lá e ponto. Colabore.

A maioria no grupo é mulher, porque estamos mais próximas do problema, mas os homens também aparecem já que também estão propensos. Nesses dois anos, encontrei profissionais de todas as áreas como voluntárias e assistidas. Encontrar tempo é outra tarefa complicada. À noite, no sábado, domingo e feriado, é preciso se dispor a fazer deixando claro para a família que é uma atividade importante. Às vezes, a gente mesmo se questiona até porque, a instituição está crescendo, há uma demanda maior que, consequentemente, exige mais de você. Ninguém me cobra, Eu me cobro diariamente e sinto o fato de não ter espaço para dar mais.

Todo apoio é bem-vindo e necessário, mas é compromisso também com uma causa – a conscientização – e um problema – o câncer- que está próximo da gente, basta olhar em volta. Então, eu que tenho saúde, força, coragem e fé posso e vou ajudar, de uma forma ou de outra. Isso faz bem à minha alma. Experimente.

*Suzi Bonfim é jornalista em Cuiabá

ENVIE ESTA MATÉRIA

Comentários

Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia

COMENTE ESTA MATÉRIA