Quimioterapia

Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2011, 02h:20 | Atualizado:

A quimioterapia pode ser usada para tratar qualquer estágio de câncer de mama, incluindo os recorrentes (que surgem nas mamas pela segunda vez) e metastáticos (que atacam outras partes do corpo). Alguns tipos de câncer in situ(não invasivos) dispensam esse tratamento.

A quimioterapia para o câncer de mama geralmente é constituída por uma combinação de drogas para matar as células cancerosas. As drogas podem ser administradas pela boca (via oral) ou por injeção na veia (intravenosa). Qualquer que seja a via, a quimioterapia é uma terapia sistêmica, já que as drogas entram na corrente sangüínea e percorrem todo o corpo. Quando iniciada após a cirurgia, a quimioterapia é chamada de adjuvante, pois complementa o tratamento principal que é a cirurgia.

É importante lembrar que todo tratamento quimioterápico é individual, elaborado de acordo com a condição de saúde da paciente, sua idade, peso, se já está em menopausa ou não, e as características do tumor. Tudo isso vai determinar quais drogas serão usadas, a dosagem e a duração do tratamento.

A quimioterapia é administrada em ciclos, isto é, um período de tratamento é seguido por um período de recuperação. Em seguida, inicia-se outro período de tratamento e assim por diante. A maioria das pacientes recebe a quimioterapia em regime ambulatorial - no hospital, no consultório médico ou em casa. Entretanto, dependendo de quais drogas serão administradas e da condição de saúde geral da paciente, pode ser necessária a permanência no hospital por um breve período.

Algumas vezes, a quimioterapia é administrada antes da cirurgia para promover a redução da massa tumoral. Nesses casos é chamada quimioterapia neoadjuvante. Esta abordagem é normalmente usada nos casos em que o tumor e muito grande e difícil de ser removido por cirurgia. A redução do tumor pode permitir a remoção cirúrgica de tumores avançados ou até mesmo possibilitar a preservação da mama nos casos com boa resposta.

Alta dose de quimioterapia com posterior transplante de célula-tronco é um método em que administram-se altas doses de quimioterapia que, além de destruir as células cancerosas, destrói também as células formadoras de sangue. Células-tronco (células imaturas do sangue) são retiradas do sangue ou da medula óssea do paciente ou de um doador, congeladas e armazenadas.

Depois do término da quimioterapia, as células-tronco armazenadas são descongeladas e administradas ao paciente por injeção na veia (intravenosa). Uma vez dentro do corpo do paciente, essas células se desenvolvem (e restauram) as células sangüíneas do organismo. Este é um método ainda em estudo para câncer de mama, muito pouco usado no Brasil, pois não tem apresentado resultados melhores do que a quimioterapia padrão.

Os efeitos adversos da quimioterapia dependem principalmente das drogas recebidas pela paciente e variam de pessoa para pessoa. Geralmente, os agentes quimioterápicos afetam as células de divisão rápida. Essas incluem as células sangüíneas, cujas funções são: combater infecções (leucócitos), auxiliar na coagulação do sangue (plaquetas) e transportar oxigênio para outras partes do corpo (hemácias). Quando as células brancas (leucócitos) são afetadas pelas drogas anticâncer, as pacientes tornam-se mais susceptíveis a infecções.

As pacientes podem apresentar hematomas ou sangramentos com maior facilidade, caso as plaquetas tenham sido atingidas. Podem ainda apresentar anemia por comprometimento das hemácias, cujos sintomas são menos energia e disposição.

As células que revestem o trato digestivo também se dividem rapidamente. Como resultado, podem aparecer efeitos adversos como perda do apetite, náusea e vômitos ou ulcerações na boca. O médico pode prescrever medicamentos para controle dos efeitos, especialmente náuseas e vômitos. Geralmente, esses efeitos desaparecem durante o período de recuperação ou após a suspensão do tratamento.

As células dos folículos pilosos também apresentam divisão rápida. Como resultado da quimioterapia, os pacientes apresentam perda de cabelo (alopecia).

Os efeitos adversos geralmente são problemas de curta duração. Eles gradualmente desaparecem durante a fase de recuperação do ciclo de quimioterapia ou após o término do tratamento.

São raros os efeitos adversos de longa duração com a quimioterapia moderna, mas há alguns casos em que o coração é acometido ou em que se desenvolve um segundo câncer, tal como a leucemia (câncer de células do sangue).

Da mesma forma, algumas drogas anticâncer podem danificar os ovários com conseqüente falha na produção de hormônio, que se manifesta como sintomas de menopausa (acessos de calor e secura vaginal). Os ciclos menstruais podem se tornar irregulares, ou até mesmo cessar, e as mulheres podem perder a capacidade de engravidar. Algumas mulheres, no entanto, engravidam durante o tratamento.

Como ainda são desconhecidos os efeitos adversos da quimioterapia sobre o feto ou embrião, é importante que a mulher discuta com seu médico sobre métodos anticoncepcionais antes do início do tratamento. Após o tratamento, algumas mulheres readquirem a capacidade de engravidar, mas acima dos 35 ou 40 anos, Pode haver uma redução da fertilidade, independente da idade, mais suscetível após os 35 anos onde naturalmente já existe uma redução. Importante ressaltar que a gravidez não interfere no prognóstico do tratamento e que a mulher pode amamentar.

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