Radioterapia

Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2011, 02h:24 | Atualizado:

Na terapia com radiação (também chamada radioterapia), raios de alta energia são usados para lesar as células cancerosas e deter seu crescimento e divisão, de forma muito eficiente. A radioterapia reduz o risco de reincidência do câncer de mama em 70%. A radioterapia pode ser realizada de 3 formas:

Radiação externa: os raios provêm de um aparelho de radioterapia e são dirigidos a mama. No início do tratamento, é feita uma simulação e uma marcação com tinta é feita sobre a pele, para orientar a incidência da radiação, que deve ser sempre a mesma ao longo do tratamento. Por isso, a paciente deve posicionar o corpo na mesma maneira a cada aplicação e permanecer imóvel enquanto recebe a radiação. Tipicamente, o tratamento é administrado 5 dias por semana durante 5 a 6 semanas. Ao seu término, uma "carga" extra de radiação é algumas vezes administrada ao local onde o tumor foi retirado. Esta carga extra é chamada de "boost" ou reforço.

Braquiterapia ou implante radioativo: técnica muito pouco utilizada no Brasil, consiste da colocação de tubos plásticos finos com material radioativo diretamente na mama.

Radioterapia intra-operatória: técnica ainda recente no Brasil, mas muito utilizada na Europa. Durante a cirurgia, a paciente recebe radiação diretamente no tecido que restou na mama após a retirada do tumor. Somente algumas pacientes têm indicação para este tipo de radioterapia. Consulte seu médico sobre esta possibilidade.

Antes do início da radioterapia, estas são as dúvidas que podem surgir e que devem ser respondidas por seu médico:

•Por que preciso fazer este tratamento?
•Quais são os riscos e efeitos adversos deste tratamento?
•Quando inicio o tratamento? Quando termino?
•Como me sentirei durante a terapia?
•Como poderei me cuidar durante o tratamento?
•Posso continuar com as atividades normais?
•Como ficará a minha mama?
•Quais são as chances de o tumor retornar a minha mama?
•Após realizar a radioterapia, transmitirei radiações às pessoas com as quais tenho contato?
O oncologista radioterapeuta explicará os possíveis efeitos adversos da radioterapia do câncer de mama - incluindo efeitos adversos infreqüentes que envolvem o coração, pulmões e costelas. Um dos efeitos adversos mais comuns é a fadiga, especialmente nas últimas semanas de tratamento, que pode persistir por mais algum tempo.

O repouso é importante, mas os médicos geralmente aconselham suas pacientes a manter uma atividade razoável, coincidindo suas atividades com seu nível de energia.

Também é comum a pele se tornar vermelha, seca, sensível e pigmentada. Ao final do tratamento, a pele poderá se tornar úmida, com drenagem de secreção.

O máximo de exposição desta área ao ar faz com que a cura das lesões da pele seja possível e mais rápida. Como soutiens e alguns tipos de roupas promovem atrito e causam irritação, as pacientes devem vestir roupas de algodão mais largas. É importante o cuidado com a pele nesta fase. As pacientes devem verificar com seu médico antes de utilizar qualquer produto (desodorantes, loções ou cremes) sobre a área tratada. Os efeitos da radioterapia sobre a pele são temporários, e a área afetada se cura gradativamente após o término do tratamento. Pode haver, no entanto, uma alteração permanente na coloração da pele.

Em muitas mulheres, a mama permanece com o mesmo aspecto anterior à radioterapia. Ocasionalmente, a mama tratada poderá ser mais firme, um pouco maior (devido ao acúmulo de líquido) ou menor (devido a alterações no tecido). A pele da mama pode tornar-se mais ou menos sensível após a radioterapia.

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