Reconstrução Mamária

Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2011, 02h:34 | Atualizado:

Atualmente a cirurgia reparadora pode ser realizada tanto pelo mastologista como pelo cirurgião plástico, desde que tenham formação e treinamento para isso. A cirurgia oncológica da mama adquiriu um novo conceito que se denomina Oncoplástica, isto é, utilizamos as técnicas e princípios da cirurgia estética no tratamento do câncer de mama, permitindo a reparação imediata e atenuando possíveis deformidades. Portanto ambos profissionais podem ser responsáveis pelo procedimento.Geralmente a reconstrução mamaria é realizada após determinado procedimento oncológico (câncer de mama). No entanto, embora o termo reconstrução mamaria esteja muito relacionado ao câncer, existem outras enfermidades, tais como retrações, queimaduras, infecções entre outras que podem necessitar desta técnica cirúrgica. Entretanto, vamos nos ater as reconstruções oncológicas

As técnicas de reconstrução variam, basicamente, em função da quantidade de mama retirada, localização do tumor e o volume do seio que a paciente deseja.


Nas mamas grandes, por exemplo, onde é retirado um seguimento e não a mama inteira, existe a opção de reconstrução com as técnicas de mamoplastia (cirurgia plástica redutora estética das mamas). Este caso é a melhor das situações porque o resultado final costuma ser uma mama de menor tamanho e uma cicatriz tipo um “T” invertido na porção inferior semelhante a uma plastica estética. Em outros casos, onde o tumor não está em uma posição favorável, existe indicação de mastectomia parcial, podemos utilizar retalhos (pele, gordura e glândula da própria mama) para realizar a cirurgia plástica, podendo resultar em mais cicatrizes para a mama além do “T invertido”. Outra opção para estes casos é a prótese de mama ou o expansor, que consiste em uma bolsa expansível e flexivel que se insufla com soro fisiologico até ficar do tamanho da mama natural.

Casos nos quais a retirada da mama é mais ampla e todo tecido mamário será removido, necessitamos de mais volume para refazer a mama. Nestes casos a opção mais simples é o expansor, onde ganhamos volume de pele e substituimos posteriormente por uma protese de mama. Outra opção é a transferência de músculo, pele e gordura provenientes de outras regiões do corpo, como o abdomen ou as costas da paciente. Cada cirugia depende de uma indicação especifica e do conhecimento do cirurgião plástico, do mastologista e de toda equipe de tratamento oncológico.


Outra questão importante é se optar pela reconstrução imediata (no momento da mastectomia) ou tardia (meses ou anos após a retirada da mama). Cada cirugia varia de acordo com uma série de fatores tais como tipo e tamanho do tumor, localização e condições clínicas da paciente.

Claro que a prioridade de toda equipe médica e do paciente é o tratamento oncológico, ou seja, ficar livre do tumor da melhor forma possível. Contudo, não significa que a paciente tenha que ficar com a mama amputada para o resto da vida, ou então, com uma deformidade severa que dificultará as opçoes de reconstrução futuras quando a doença for debelada.


Existem fatores muito pessoais e decisões muito importantes que levam uma paciente a procurar uma reconstrução mamária. Muitas vezes, num momento de fragilidade e incertezas o paciente não se sente no direito de se preocupar com o aspecto estético da mama.


É verdade que nem toda mulher que passou por uma mastectomia acha necessário uma reconstrução, mas o fundamental é saber que na atualidade a reconstrução mamária faz parte do tratamento do câncer de mama e existem opções, muitas vezes simples, que podem ser utilizadas para cada caso, diminuindo assim, as marcas e o estigma da mutilação mamária.

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Comentários (1)

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  • celia maria cordeiro de oliveira - Quarta-Feira, 23 de Maio de 2012, 11h21

    e dificil ler e ouvir tantas tecnicas novas para reconstrucão quando nos deparamos com burocracias de planos de saude e hospitais como o ibcc que esta com uma fila de espera de + de 5 anos.

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