Terapia Alvo

Sexta-Feira, 07 de Outubro de 2011, 02h:28 | Atualizado:

Terapias alvo são tratamentos que atingem características específicas das células cancerosas, como uma determinada proteína envolvida no crescimento acelerado e descontrolado das células. Em geral causam menos dano às células sadias que a quimioterapia. Também são conhecidas como terapias biológicas ou terapias imunológicas.

O mecanismo de ação imita o sistema imunológico, que é a defesa natural do corpo contra doenças. Este tratamento utiliza anticorpos monoclonais desenvolvidos em laboratórios. Algumas moléculas na superfície das células cancerosas responsáveis por processos vitais para o crescimento do tumor são identificadas e bloqueadas por estes anticorpos. São administrados pela veia, sozinhos, ou em combinação com esquemas de quimioterapia. Existem três tipos de terapia alvo usados no tratamento do câncer de mama: Herceptin, Tykerb e Avastin.

Cerca de um quarto das pacientes com câncer de mama tem tumores que apresentam superexpressão de um gene chamado HER2. Superexpressão significa ter muitas cópias desse gene. O gene HER2 produz uma proteína chamada receptor de HER2, que fica na superfície das células e recebe estímulos para a célula crescer e se multiplicar. Células com excesso dessa proteína recebem estímulos demais, crescem demais e se multiplicam muito mais rápido.

Para esses casos, foi desenvolvido um medicamento biológico chamado trastuzumabe (Herceptin). Ele se liga aos receptores de HER2, impedindo que a célula receba estímulos para crescer. Desta forma, consegue retardar ou deter o crescimento das células tumorais. Além disso, pode estimular o sistema imunológico a destruir as células doentes.

Algumas pacientes relatam efeitos colaterais leves causados pelo trastuzumabe, como dor no corpo ou febre baixa. Em alguns casos, o medicamento pode afetar o coração e sua capacidade de bombear sangue, por isso os médicos acompanham o tratamento com ecocardiogramas.

Outro medicamento que atua em tumores positivos para HER2 é o lapatinib (Tykerb), mais utilizado em estágios avançados do câncer de mama. Ele atua sobre proteínas internas das células cancerosas que são relacionadas com os receptores de HER2 e controlam a quantidade de energia disponível para as células crescerem. Apesar de ser uma terapia alvo, Tykerb não um anticorpo como o Herceptin, é um composto químico, tomado por via oral na forma de um comprimido.

Para tumores metastáticos negativos para HER2, existe uma terapia alvo chamada bevacizumab (Avastin), usada em combinação com Taxol em regime de quimioterapia.

O câncer de mama, assim como outras formas de câncer, precisa ter um bom suprimento de sangue para levar oxigênio e nutrientes para as células crescerem e se multiplicarem. As células cancerosas produzem uma proteína que estimula a formação de novos vasos sanguíneos no tumor. Avastin é um anticorpo que bloqueia esta proteína, impedindo a formação de novos vasos sanguíneos, por conseguinte faz o tumor “passar fome” e se tornar mais suscetível à ação da quimioterapia.

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