Cuiabá, 20 de Junho de 2019

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018, 10h:18 - A | A

OUTUBRO ROSA 2018

Diretor da FESMP fala de câncer da mãe e da importância do apoio

Assessoria de Imprensa FESMP
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“Se tiver que chorar‚ chora junto”. Em apoio ao Outubro Rosa‚ o diretor da Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT)‚ Joelson de Campos Maciel‚ traz um relato sobre a história de sua mãe que teve câncer de mama quando ele ainda era estudante de Direito da UFMT:

A descoberta do câncer: Ela era uma pessoa que se cuidava e fazia exames regulares. Mesmo assim surgiu um pequeno cisto‚ foi para cirurgia para retirar e descobriu que era maligno‚ um choque para a família‚ porque a gente não estava preparado. Foi na década de 90‚ eu estava ainda na Universidade Federal‚ fazendo Direito.

Naquele dia‚ voltei a pé da UFMT até a Clínica Femina de tão preocupado com minha mãe. Tinha acabado de sair do ensaio da Orquestra e fui andando com o professor Francisco Jawsnicker‚ de Direito Penal e Processo Penal. Andamos uns dois‚ três quilômetros. Chegando lá‚ vi que a situação era grave.

Chorar junto‚ estar junto: Procurei chorar junto com minha mãe. Importante isso‚ o paciente poder chorar com os familiares‚ sentir a dor do problema‚ passar pelo luto é fundamental. E isso fiz com a minha mãe‚ com minha família‚ meus irmãos.

Depois que ela fez a mastectomia total‚ que é a retirada da mama – não colocou prótese na época porque muito incipiente esse tipo de cirurgia – eu a pegava chorando muito no banheiro quando ia tomar banho. Eu ouvia o choro dela e aquilo me marcou bastante.

Autoestima e feminilidade: Foi um tratamento muito doloroso para ela por causa da autoestima. A mama é muito importante para a mulher porque diz respeito ao corpo dela‚ à parte mais rica‚ mais bonita‚ diz respeito à maternidade‚ a sua vaidade. Minha mãe sofreu bastante. Então‚ ela começou o tratamento de quimioterapia.

Incompreensão por profissionais: Minha mãe foi um pouco incompreendida por algumas enfermeiras e técnicas que faziam as aplicações. Nem todos entendem o drama que é uma mulher com câncer de mama. Muitas vezes as pessoas tratam o paciente de uma maneira displicente‚ como se fosse um pedaço de carne‚ para falar a verdade.

São poucos que realmente compreendem o drama e procuram viver aquilo de maneira série‚ respeitosa‚ para diminuir o sofrimento do paciente.

Apoio médico:Um médico que ajudou muito a minha mãe foi o doutor Guilherme Bezerra‚ oncologista. Inclusive‚ ele fez pesquisas sobre o câncer de mama com indígenas. A médica que a operou foi a doutora Ilvanete Monteiro. Mas‚ o doutor Guilherme foi muito importante porque foi uma pessoa muito humana‚ sensível ao drama familiar; ele realmente soube ouvir a minha mãe‚ devo muito a ele.

A prevenção e a cura: Depois de um ano que ela tirou todos os nódulos‚ ela ficou curada e não houve a reincidência‚ graças a Deus. Ela veio a falecer em 2012‚ mas por outros problemas‚ não por causa do câncer de mama.

Importante frisar que ela fazia o exame todo o ano‚ como mandava a médica‚ mesmo assim diagnosticou o câncer. Ou seja‚ pegou bem no início‚ por isso‚ conseguiu uma sobrevida.

Toda a mulher tem que fazer os exames e as pessoas têm que respeitar‚ dar solidariedade‚ expressar amor‚ acolhimento. Se tiver que chorar junto‚ chora junto. Assim é o ciclo da vida‚ estamos aqui para servir o próximo.

 

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